segunda-feira, 29 de abril de 2019

Cereja Amarela do Anestor ( Eugenia involucrata var. minutifolia )

CEREJA AMARELA do ANESTOR

( Eugenia involucrata var. minutifolia
* Esta classificação científica, ainda está sendo averiguada, pode ser que se trate de uma nova espécie. )


Variedade rara de Cereja Amarela nativa do Estado de Santa Catarina no Brasil, foi descrita pela primeira vez na década de 1970 pelos botânicos J.R. Mattos e D. Legrand. Apesar disso, ficou décadas esquecida, ganhando maior divulgação através do colecionador de frutas Anestor Mezzomo de SC, sendo este grande o responsável pela sua popularização. Nosso exemplar desta espécie foi gentilmente presenteado em 2015 pelo nosso falecido amigo.

Árvore frutífera de médio porte, produz grande quantidade de frutos amarelo alaranjados, com polpa suculenta e doce, de excelente sabor. Ótimos para consumo in-natura, sucos, sorvetes e geleias. Planta muito bela com suas pequenas folhas e seu belo tronco ornamental.

Planta de fácil cultivo, deve ser plantada a pleno sol ou meia sombra. Gosta de solos férteis e úmidos, com boa drenagem. Seu crescimento é moderado.

O Viveiro Ciprest começou a comercializar um pequeno lote desta rara espécie em Abril de 2019. www.ciprest.com.br

Obs.: As imagens desta postagem são do nosso amigo Fábio Longen de Santa Catarina-SC

Veja mais fotos abaixo:


Detalhe dos frutos

Detalhe dos frutos

Detalhe do frutos e das folhas

Detalhe da planta

Detalhe da planta

Detalhe da florada

Detalhe do tronco




Um comentário:

  1. Aqui em Florianópolis, ontem 17/01/2021, encontrei um exemplar desta variedade em uma trilha para a praia de Naufragados, continha nela um fruto não totalmente maduro, já de vez, e imediatamente percebi que era minha única oportunidade de pegar as sementes, comi a fruta e tinha só uma semente dentro, diferente de outras cerejas do rio grande que comi que tem geralmente duas, ate 3 já vi, e estou tentando germinar. Percebi que as folhas dessa variedade são bem pequenas em relação à comum, que tambem tive um pé que infelizmente morreu. Penso que essa variedade pode ser uma hibridização natural com alguma outra mirtácea de cor amarela e surgiu essa, não tem como saber, mas a fruta é bem mais lisinha por fora do que a variedade comum, parece até que foi polida, todos que estavam comigo na trilha ficaram encantados com a beleza da fruta. Torço para que a semente germine, não sei se ela mantém as características genéticas da mãe na cor, mas pra todos os efeitos sei onde o pé está e voltarei lá para pegar galhos e tantar uns enxertos, sei que ela é difícil, mas consegui na minha pitangueira um enxerto de galho bem fino e jovem e conseguirei nessa também, nem que seja em um cavalo de cereja comum. Espero que essa fruta caia mais no gosto popular, é muito saborosa mesmo quando está azedinha.

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